MEDITANDO COM A PALAVRA DE DEUS.
XXVII DOMINGO TEMPO COMUM – COR VERDE
1ª leitura: Sab 7,7-11 = Em comparação à sabedoria, julguei sem valor as riquezas
2ª leitura: Hb 4,12-13 = A palavra do Senhor julga os pensamentos e as intenções
Evangelho: Mc 10,17-30 – Vende tudo que tens e segue-me
No calendário religioso: Santo Alexandre Sauli

Santo Alexandre Sauli nasceu em Milão no ano de 1530. Desde a infância foi cumulado com as mais abundantes bênçãos do céu.
Saiba mais sobre ele, clicando na Imagem.
OUTUBRO – MÊS DAS MISSÕES
Salmo Responsorial: 89 = Saciai-nos ó Senhor com vosso amor
Queridos irmãos e irmãs, meditando a liturgia de hoje podemos perceber que a vida oferece vários caminhos, mas a decisão final concentra-se na escolha entre duas vias: seguir os valores do mundo ou trilhar o caminho em busca de valores que conduzam ao Reino de Deus. Para o cristão, na encruzilhada do caminho da vida, encontra-se Jesus com sua proposta de deixar as riquezas do mundo pela sabedoria do Evangelho; pelo discipulado.

Aquele homem rico representa cada ser humano como um buscador de riquezas. Mas, qual riqueza interessa? Que tipo de riqueza queremos para nós e julgamos importante para a vida? As leituras apresentam três tipos de riquezas, com duas delas confluentes e complementares.
O primeiro tipo de riqueza encontra-se nos bens materiais, representado pelo homem que Marcos classifica como rico: alguém que tinha muitos bens (Evangelho). É a riqueza que aparece que passa a sensação de possuir muitos poderes, como o poder de compra, o poder de influências em várias esferas sociais. A segunda riqueza é a sabedoria, descrita pelo sábio bíblico como o maior de todos os bens; um bem tão precioso que supera o valor da riqueza e o valor da beleza (1ª leitura). Nem todos conseguem perceber a riqueza da sabedoria, porque a maior parte de homens e mulheres concentram-se unicamente na busca da riqueza de bens e da beleza, a ponto de viverem imprudentemente. O terceiro bem é a presença do amor na vida; esta riqueza é confluente com a riqueza da sabedoria porque o amor faz da vida humana a sede onde a bondade divina repousa .Diante de tais propostas de riqueza, o que escolher? Qual a opção de vida?

É a pergunta do rico: o que devo fazer para ter uma riqueza maior, a vida eterna? Cumprir os mandamentos já é alguma coisa, mas ir em busca de uma riqueza eterna exige dedicar a vida a Deus e viver desapegado de riquezas materiais para poder repartir os bens com os pobres. É algo muito exigente para a maior parte de nós, que vivemos nesta sociedade que declara vencedor na vida quem tiver sucesso econômico. Mesmo assim, Jesus insiste: “uma só coisa te falta, vai e vende teus bens.”
Com Deus e em Maria sempre,
Ana Lúcia
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..::Oração::..
Nós deixamos tudo e te seguimos, e vós prometeis o cêntuplo…
e perseguições.
Deixamos tudo, mas – é verdade – nem tudo totalmente; sempre fica alguma coisa que resiste ao teu convite, Senhor. Tudo, ao nosso redor, fala de ganância; e tu pareces uma voz solitária, falando de desapego.
Tudo fala de riqueza de bens, com promessas de tranqüilidade; e tua voz continua sendo solitária, insistindo em desapego e espírito de pobre.
Entendo a promessa das perseguições, mas elas se tornaram invisíveis, meu Mestre, envolvidas em cores e sons embrulhadas em belas imagens; nos espinham… e insistem que tomemos outros caminhos.
Louvado e adorado sejas, Senhor Jesus, porque nunca deixas de insistir no convite, de propor teu caminho, de buscar-nos para salvar-nos.
Bendito sois, Senhor, riqueza de quem caminha contigo.
Amém!




Amados filhos e filhas da igreja, numa sociedade onde impera a lei do mais forte, do “maior”, onde o pobre, o menos favorecido não tem voz e nem vez, Jesus vem nos chamar a atenção para a conseqüência de sua ação. Uma ação que provoca uma incompreensão até mesmo entre os discípulos que discutiam entre eles: quem é o maior. Com isso o Senhor vem nos ensinar que a grandeza do ser humano não está naquilo que possui, em sua posição social, e sim no serviço prestado em favor dos irmãos. Essa é de fato a linguagem do Reino.














